Mostrando postagens com marcador relações afetivas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relações afetivas. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de março de 2010

RELAÇÕES TÓXICAS



     
       Há um bom tempo tenho ouvido e lido sobre relacionamentos amorosos e sempre tenho observado que algumas relações, por mais “amor” que aparentemente tenha entre o casal, tais relacionamentos são grande fonte de dor e frustração tanto para um como para o casal no todo. Por que isso acontece? Já vi várias explicações, inclusive neste blog os textos “Matando o Verdadeiro Amor Espalhando Ilusões” vão nesta linha. Quero acrescentar algumas reflexões que tive diante do contato com os escritos do filósofo Pierre Levy sobre o tema. Ele defende a idéia que a “origem do mal” é que o ser humano não aceita a sua solidão e o sofrimento decorrente dela, logo, necessita sempre alguém com ele para “devorá-lo” transferindo no processo para os outros todos seus sonhos, desejos e também suas frustrações e dor. Pensar que alguém representará tudo na sua vida é o primeiro passo para o fracasso. Então, antes de tudo as pessoas devem aprender a encarar o sofrimento, não abstraí-lo ou maquiá-lo, mas senti-lo em sua plenitude, aprender a conviver com ele é imprescindível para uma relação saudável com outra pessoa, sem esperar dela... Tudo.

      Se ao encarar o seu sofrimento você identifica que outra pessoa possa ser a fonte dele, você deve falar sobre isso com ela, mas nunca quando as emoções estiverem à flor da pele, mas com calma, se possível frieza e honestidade. Quem agir com urgências de sentimentos, no impulso, acaba tomando falsas decisões que podem ser definitivas, pois alguns males simplesmente não têm conserto. Se os problemas persistirem não há outra solução senão afastar-se. Não importa o que você sente ou acha que sente, nada pode justificar perpetuação de uma relação tóxica. Cultivar tal relação é tão doentio ou mais danoso como cultivar o uso constante de drogas psicotrópicas. O afastamento, de preferência deve ser físico e mental, mas se fisicamente não for possível temos que ao menos nos afastar internamente. Só é bom não confundir crises eventuais no relacionamento, que é normal e é superável, com conflitos constantes e duradouros, típicos das relações tóxicas.

      Identificamos alguém com propensão a desenvolver relações tóxicas quando ela costuma a não assumir suas responsabilidades nem para o bem nem para o mal. Do mesmo modo que ela se vitimiza com freqüência, ela sempre atribuirá sua felicidade ao fato de outra pessoa ter interferido em sua vida. Justamente, esse suposto reconhecimento do mérito alheio vai ser a desculpa para livrar-se do peso de seus atos numa situação futura. Portanto, da mesma forma que essas pessoas aparentemente se doam na relação, elas super potencializam cobranças e dramas, não raro, desnecessários.
      Finalizo esse texto com uma citação de Buda: "Se o viajante não encontrar um companheiro igual, ou melhor, que não sofra a companhia de um insensato,
mas caminhe decididamente só".

By- Adriano Cabral