SÓ PENSANDO ...
Contos, poemas, artigos jornalísticos, notícias, opinião, tudo que possa nos levar a pensar e quem sabe, emocionar..
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Três Aninhos
E mais um ano se passa. Hoje faz três anos que comecei a aventura de publicar e manter um blog. Confesso que ultimamente ando deixando de cuidar dele de forma adequada. Mas prometo que a partir de agora hei de retomá-lo e ao menos publicar um textinho por semana.
Agradeço a todos que continuam a ler e compartilhar as histórias aqui trazidas. Grato pelos que comentam, ou ainda calados, lêem muito como o pessoal (ou pessoa de Itabuna)
Amanhã tem texto novo na área, e este ano, não haverá votação para melhor texto do ano.
Aos demais não esqueçam, já são 127 textos publicados, logo, talvez o novo seja algo que para alguns seja velho.
Um grande abraço
by- Adriano Cabral
Marcadores:
aniversários do blog
| Reações: |
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Até que a Morte os Separe
- Oi, meu nome é Amélia, se realmente tiver algo a dizer, pode deixar um recado após o bip, senão, não enche a caixa postal tá? Esta era trigésima vez que André ouvira a mensagem eletrônica, ele rediscava, sabia que ela jamais iria atendê-lo, sabia que era tarde demais para qualquer palavra além daquelas repetidas pela mensagem gravada. Mas sobretudo, ele sabia que seria a única forma de ouvir a voz dela. Enquanto isso ele não parava de relembrar, entre lágrimas, como tudo terminara.
Tudo começou com um telefonema:
- Alô! André, ela ta muito mal, no hospital, foi socorrida hoje pela manhã, nossa família já está toda aqui dando assistência ao irmão, ele ta desesperado.
- Tá, vou chegar aí já já. Em seguida ele ligou pra sua "Lela" comunicando que não iria comparecer ao encontro marcado.
Ao chegar ao hospital ele encontrou seus pais, suas irmãs e muitos amigos, todos correram para abraça-lo, a comoção era geral, o estado dela era muito grave. Ele passou a noite toda lá, em virgília, o telefone dele chamava-o sem cessar, ele repetia o de sempre: Não possso sair daqui, você não entende Lela? Ela esta em estado grave, pode morrer. E na manhã seguinte ela morreu. Após receber a confirmação da morte, André caíu prostrado na cadeira. Passou o resto do dia entre abraços condolentes, ligações no mesmo sentido e um vazio enorme impossível de ser preenchido. Ontem mesmo falara com ela, tão jovem, nem trinta anos, como Deus pode fazer isso, tudo bem, ela tinha uma vida maluca, boêmia, mas não merecia partir assim, tão cedo. Era início da noite e o telefone tocou novamente:
- André, eu tou viva! Você vai ficar nessa?
-Lela, entenda, é melhor a gente não se encontrar hoje, não quero que me vejas assim, amanhã a tarde é o enterro, outro dia a gente se vê.
-Mas André, ela morreu, acabou, é passado, estou aqui viva! Você ainda vai para o enterro bancar o viúvo? Já não basta?
-Lela, eu vou, sinto muito, não importa o que você diga.
-Então eu vou contigo.
-Melhor não.
-Ou você vai comigo ou não vai, eu te amo! Mesmo neste momento tenho que estar ao teu lado.
Na hora que André e Lela entraram no espaço destinado ao velório ele correu para os braços da mãe e chorou copiosamente. Várias pessoas vinham prestar-lhe as condolências de praxe. Ao largar os braços da mãe Lela tentou segurar a mão de André, este passou por ela como se não a tivesse notado e se dirigiu ao local onde estava o caixão. Ela ficou ao longe vendo-o olhar a defunta com dor profunda, lágrimas constantes e pungentes. Num determinado momento, o pai da morta discursou e agradeceu a presença de André que depois dele, o pai, foi quem mais amou a filha e sempre fora amado por ela, nisto abraçou-o e todos aplaudiram. No momento em que a tampa do caixão estava sendo posta, o desespero foi geral, inclusive de André. Lela, mesmo furiosa, se comoveu e foi em direção ao seu amado, no entanto, ele pediu pra ela se afastar, falou que naquele momento, preferia a companhia de seus amigos, e seguiu o cortejo até o túmulo amparado a duas amigas da morta.
No caminho para casa de André, ainda no automóvel, estavam as duas irmãs de André, sua mãe e Lela. A conversa sempre recaía na morta, de forma elogiosa. Lela, observou que não foi adequado o pai da falecida referir-se a André como amor da vida da filha, afinal, ela, Amélia, era a namorada do André agora já fazia quase um ano. Nisto a irmã mas velha de André, Letícia interrompeu com fel na voz:
- Ah! Amélia, Lela, sei lá, fica na tua, realmente André e Amanda quase se casaram e se amaram muito, e todos desta família queríamos aquele casamento. Ao ouvir isso Amélia procurou seu namorado com os olhos em busca de socorro, ele não parecia ter nada a dizer, continuou dirigindo. Amélia não pode conter uma lágrima que caíu solitária.
Pouco depois, a mesa de jantar, o assunto eram as qualidades de Amanda, as histórias engraçadas relacionadas a falecida e como André e Amanda eram perfeitos. Agora a turma nunca mais vai ser a mesma: Não cansava de repetir Ronaldo, melhor amigo de André. Amélia estava sentindo-se sufocada, disse ao namorado que iria embora, ele aceitou imediatamente a sua partida. Durante a despedida Amélia deu-lhe um beijo longo e disse:
-André, eu te amo! Eu ainda estou viva tá?
-Lela! Estou muito triste, depois a gente conversa, eu também gosto de ti.
Durante toda semana não se falaram, no final de semana seguinte André ligou pra Amélia.
- Lela, vamos nos ver hoje?
-André, lembrou finalmente que estou viva? Sabe, passei essa semana inteira remoendo a humilhação de você ter me deixado por três dias para se dedicar a sua ex-namorada moribunda e essa sua semana inteira de luto. Ao fato da sua família me humilhar com a preferência à morta e você não me defender. Mas estou tentando superar isso, mas você nem ao menos me ligou pra saber como eu estava, nem ao menos pensou no que eu senti.
-Mas Amélia, Amanda não era só minha ex namorada, ela era amiga de toda minha família.
-E eu sou o que?
-Amanda é passado...
-Pois é, ela deveria ser passado, sabe André, tenho uma novidade pra você.
-Deixa de drama mulher! Não fiz nada demais...
-Eu morri.
Dito isto o telefone ficou mudo, ele ligou várias vezes, procurou-a de todas as formas, através de amigos em comum Amélia informou que não queria de forma nenhuma ter contato com André. Este, agora, nem consegue mais pensar em Amanda e sua morte, agora ele só pensa e sente saudades de sua Lela, que mesmo viva parecia estar no além. As vezes os seres humanos são assim, esquecem de viver a felicidade presente apenas para se alimentar do passado e seus mortos. Enquanto isso, André rediscava e ouvia:
Oi, meu nome é Amélia, se realmente tiver algo a dizer, pode deixar um recado após o bip, senão, não enche a caixa postal tá?
by- Adriano Cabral
Oi, meu nome é Amélia, se realmente tiver algo a dizer, pode deixar um recado após o bip, senão, não enche a caixa postal tá?
by- Adriano Cabral
| Reações: |
domingo, 21 de agosto de 2011
Notas de Amor 4 - O Outro.
Júlia sempre repetia que amava Felipe, ao ouvir isso, quase sempre acreditava, exceto nos momentos de intimidade, quando, deitada e completamente despida, dava sonora gargalhadas quando ele a beijava lascivamente. Irritado,ele parava e as vezes interrompia de vez a atividade em questão. Júlia se envergonhava, pedia desculpas e tudo se resolvia com mais carícias, sem beijos passeando pelo corpo, senão, voltavam as risadas. Certa noite após retornarem do cinema, Júlia estava completamente nua, deitada de bruços, cochilando, Felipe, insistente, começou a beijar-lhe as costas, do quadril até a nuca, desta vez Júlia nao riu, nem sorriu, surpreso, seu namorado buscou nos olhos dela a resposta e os encontrou sérios e concentrados, com o pensamento distante, isto o feriu mortalmente, cessou o que estava fazendo e perguntou bruscamente:
- No que você estava pensando Júlia?
- Nada além de você meu amor!
- Com certeza era qualquer coisa exceto eu, você estava pensando em que, fale, fale logo! Falou nervoso, temendo a resposta.
- Nada, só tava pensando em você...
- Júlia, seja honesta, ou vou embora agora mesmo e não volto mais. Vociferou Felipe de tal forma que deixou a mulher assustada. Você tava pensando em outro né? Ao ouvir isso a puplia dela dilatou aterrorizada de tal forma que Felipe teve ímpetos violentos. Quem é ele, fale, quem é?
-Ninguém juro! Não é o que você esta pensando...
-Droga! Nunca na minha vida pensei que iria ouvir essa maldita frase feita, fala logo quem é, ele e melhor que eu na cama ne, ele nao te fez garbalhar... Institivamente ela assentiu, em seguida se arrependeu do impulso. Felipe estava possesso demais, perdendo o controle, ela não aguentou mais e gritou.
-Tá bom, era o Batman!
-Como assim? Tá louca?
- Amor, estava pensando Batman, acabamos de ver o filme lembra? Recordei aquela parte que ele fala em autocontrole. Quando você começou a beijar-me tive de novo a vontade de rir, me concentrei e pensei, se o Batman consegue eu também consigo, e tava até resistindo a vontade de gritar e gargalhar, desculpa amor!
- O Batman.... repetia Felipe desconsolado
-O Batman.
By- Adriano Cabral
| Reações: |
sábado, 13 de agosto de 2011
É Preciso Sonhar
O que afinal diferencia os homens dos animais? Diz-se que é a capacidade de raciocinar outros o poder de trabalhar e transformar a natureza. Eu, porém não sei o que efetivamente o que nos distingue dos demais seres vivos, mas acredito que a capacidade de sentir e de sonhar são provavelmente as características mais humanas que nós temos. Qual o sentido da vida? Em minha opinião, na falta de uma resposta melhor acho que o sentido da vida é senti-la em toda sua extensão, sorver cada gota, porque no final das contas a vida é pra ser vivida, não assistida. Passei uma boa parte da minha existência como telespectador e cada vez que me sinto, mesmo que profundamente, triste, lembro-me que foi a partir do momento em que me permiti sentir que comecei a ter esta inigualável sensação de estar vivo. Estar nestas condições inclui os bons e maus momentos. Mas quando esta tudo tão ruim (como por exemplo agora rs.) além da vida real temos algo que faz com que, de alguma forma, o ser humano tenha o alento: os sonhos. E o que são os sonhos, de que matéria eles são feitos, o que eles representam? Mais uma pergunta sem resposta, mais um mistério. O fato é que o sonho é matéria que sustenta a própria vida, provavelmente foi do sonho de voar que se criaram aviões, do sonho de conhecer o mundo que se forjou a internet, mas às vezes os sonhos nada mais são do que a realização de nossos mais íntimos desejos, principalmente os que podemos chamar: Impossíveis. Bem, disto isto vamos ao sonho...
Lá estava perambulando pelas ruas do Recife Antigo (área cheia de prédios neoclássicos, mas parece uma cópia velhinha das ruas de Paris do Sec.XVIII), era fim de tarde e havia pouquíssimas pessoas nas ruas. O céu estava multicor predominando aquela coloração laranja escuro manchada por nuvens e o céu azul. Olhando o horizonte era difícil diferenciar o mar e o céu... Mas Felipe cessou de observar o espetáculo diário da natureza ao divisar ao longe uma figura pequena, de cabelos longos, pele branca que estava sentada sozinha na amurada, observando o mar... Por um instante ele acreditou que poderia ser alguém que conhecia... Mas logo desviou o olhar e seguiu adiante. No entanto, a idéia que aquela figura feminina poderia ser Ela martelava sua cabeça e a cada pancada ele reduzia seu passo tentado a retornar e certificar-se seu provável engano era efetivamente, um engano. Afinal, não poderia ser Ela, àquela hora estaria há pelo menos 2300 km de distância, e mesmo numa hipótese completamente remota dela estar no Recife provavelmente estaria rodeada do seu tradicional séquito de amigos ou familiares. Mas seu coração acelerava, uma euforia inexplicável foi tomando conta dele enquanto se aproximava da figura feminina. Mais perto, ele pode ver sua pele alva, seu rosto encoberto por uma franja que caía encobrindo seus olhos. Era ela, repetia pra si, era ela.
- Selina?
- Eu!? Sim, eu. Você demorou hein!?
-Como assim, é você mesma Céu?
-Não, sou apenas um sonho. Respondeu ela num sorriso contido, ela parecia triste. Que mania a sua de diminuir meu nome, que já é tão curto, e me chamar de Céu, só você mesma. Completou num sorriso verdadeiro.
-Mas como pode ser você, aqui. Ele mirava fixamente o seu rosto, a franja ainda impedia de ver os olhos, ela pareceu perceber e com um gesto rápido de mãos mostrou todo sua face com seus olhinhos miúdos, mas levemente felizes, não obstante, ainda uma sombra permanecia principalmente em seus olhos, vermelhos, provavelmente havia chorado.
-Mas como você demorou hein?
-Como assim, eu nem sonhava que você estava em Recife, você não me disse nada, como esperaria me encontrar então?
-Ah Felipe, é claro que não iria te avisar, a simples idéia de ti ver me parecia ser ao mesmo tempo encantadora, mas também aterrorizante. Então não avisei e não pretendia te encontrar, no entanto, dei uma chance ao destino. Indagada como funcionaria o destino ela continuou explicando que resolveu ficar sozinha no ponto turístico mais famoso do Recife enquanto seus amigos circulavam pela cidade e se o destino fosse muito generoso provavelmente ela o encontraria exatamente como aconteceu. Só não imaginava que ela teria que esperar quase três horas pra isso.
-Você é louca mesmo!
-Ai, ai! O impressionante é você ter notado isso só agora. Disse ela num breve sorriso convidando-o a sentar ao seu lado. Olha Lipe, aposto que você esta pensando, afinal, se ela queria evitar encontrar-me porque esperou horas e horas sob os cuidados do “destino” só pra me ver. Pois vou te responder...
-Eu não imaginava-a tão falante. Interrompeu ele.
-Ah! Provavelmente é porque sou a garota dos seus sonhos, logo acabo sendo bem melhor que a original, o que acha?
-Uma boa teoria Selina dos meus sonhos, agora explique o que o destino reservou pra mim. Disse ele sorrindo, no entanto, o olhar dela se tornou muito grave, sua voz saiu doída, fraca.
-Estou perdendo as esperanças Lipe! O olhar indagador dele a fez continuar. De certa forma foi você quem me inspirou a arriscar-me a viver e sentir a vida em toda sua plenitude. A parar de pesar, calcular, relativizar e por fim desistir de correr qualquer risco. E guiada por este possível encanto de viver mergulhei no mar da vida, no entanto, poucas vezes pude sentir as águas plácidas e puras, até as sentia, mas por tão pouco tempo, o que predominou foram às procelas e tempestades que, às vezes, me fazia até pensar que iria afogar e desaparecer. Estou com medo, muito medo. Parece que a razão está vindo dentro de mim não só para me salvar de alguma desdita, mas para predominar e mandar em mim. Me ajuda! Dito isto ele pegou sua mão e mergulhou nos olhos dela e ambos ficaram perdidos um no outro, como se comunicassem em silêncio até que este foi quebrado pela voz dele.
-Se isto é um sonho não preciso me conter... Dito isto ele ergueu-a na amurada, tendo apenas agora ambos uma faixa de terra e o imenso mar do Recife, e a beijou, a princípio um beijo suave, terno, como se aos poucos as almas estivessem se misturando, fundindo. Ela estava na ponta dos pés, isto fazia com que o abraço fosse mais estreito, enquanto o beijo ia se tornando intenso, eufórico, delirante e agora as mãos que até então estavam repousadas simplesmente se espalharam pelos corpos, quase em desespero, como se um estivesse se afastando do outro e ambos tentassem segurar-se.
O celular gritava sem parar, foi quando ela lembrou-se que eram seis horas da tarde e os seus amigos estavam chegando. A noite se fez em Recife. Após o beijo eles ficaram mais um longo momento calados fitando-se de frente ao outro, ainda de pé.
-Era isso
-O que?
-Era isso que eu precisava Lipe, era isso, de alguma forma eu sempre soube, era você.
-Você tem que ir embora né?
-Você quer que eu fique, eu fico, basta você pedir, eu faço! Dito isto, sacou o telefone da bolsa. Você quer que eu fique, de verdade?
-Quero!
-Responda direito, porque não quero mais perder tempo. Você quer que eu fique?
-Quero, fica!
Ela deu um largo sorriso. Ele acordou!
by-Adriano Cabral
| Reações: |
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Mais um Fracasso do Capitalismo de Mentirinha
Dizem às lendas que foi na Grécia antiga que se formou a base da democracia ocidental. Curiosamente a Grécia contemporânea demonstrou ser o grande túmulo do modelo de democracia representativa que impera no ocidente. A idéia da democracia de forma simplificada é que o povo governe, seja diretamente ou indiretamente através de seus representantes. Logo, o Estado deveria ser a "voz do povo", mas este foi completamente ignorado recentemente na votação do parlamento grego que aprovou um pacote de medidas duras de contenção de gastos que era e é rechaçado por mais de 80% da população daquele país. Mais afinal, porque os gregos estavam tão irritados com o tal pacote que a Rede Globo não cansou de dizer que era "essencial" para estabilidade econômica de toda Europa? Por incrível que pareça mais uma vez a resposta é relativamente simples: Bancos europeus por quase dez anos encheram as burras de dinheiro especulando com créditos imobiliários podres advindos de bancos de investimento norte-americanos. Depois de anos de farra, o sistema financeiro "descobriu" em 2008 que os créditos eram podres. Daí a imprensa econômica (que dizem as más línguas são pagas pelo mesmo sistema financeiro) pregou o final dos tempos pra baixo e imploraram a ajuda dos "governos" para atenuar a "crise". Agora você deve estar pensando: Peraí! Se foram os bancos que depois de longos anos de farra que causaram o problema, porque agora os "governos" (ou seja, o setor público) que vai pagar a conta? Mas é assim que funciona o capitalismo de mentirinha, não existe risco para as grandes empresas (principalmente as que compõem o sistema financeiro), e se há grandes perdas, quem paga é o governo. E no caso de uma "crise global" quem paga são OS governos. Foi exatamente o que aconteceu nos anos que se seguiram a quebra da farra imobiliária, várias nações se endividaram (parece surreal) para ajudar umas dúzias de bancos. Agora, pouco mais de três anos após o estouro da "crise", vários governos do mundo, inclusive da Europa (países como Itália, Espanha e Portugal são as bolas da vez), vem tomando medidas que atinge diretamente a população, reduzindo salários, cortando aposentadorias, assistência a saúde, investimentos na educação e por aí vai, tudo pra que mesmo? Ah! Pra pagar aos bancos o dinheiro que esses governos pediram emprestado para ajudar outros tantos bancos.
A gana da banca anda tão açodada que até mesmo a nação símbolo do capitalismo de mentirinha esta com problemas de pagar o que deve. Afinal, um dia alguém tinha que notar que os Estados Unidos é a nação mais endividada do mundo e tal passivo aumentou bastante após várias guerras da era Bush e finalmente o "auxilio" a bancos e empresas prestadas pelo governo norte-americano nos anos que se seguiram após o estouro da bolha imobiliária em 2008. Em 16 de maio deste ano, o governo dos Estados Unidos alcançou o limite de endividamento, US$ 14,3 trilhões, equivalentes a 92% do Produto Interno Bruto (PIB) de um ano do país e precisa da autorização do congresso para que o teto do endividamento aumente, senão, simplesmente amigos, terá que dar calote nos credores.
Não é a primeira nem a última vez que os governos pagam a conta do "fracasso" do sistema financeiro (símbolo do capitalismo atual), desde da grande quebra de 1929 vamos nesta mesma toada. Mas sem dúvida é a primeira vez que até mesmo o centro econômico e cultural do ocidente se encontra na iminência de ser humilhado por mais um fracasso deste capitalismo de mentirinha, sem riscos para o setor privado, onde no final das contas, quem paga a conta são os mais pobres com mais impostos e menos investimento social.
By- Adriano Cabral
Marcadores:
bancos,
capitalismo,
crise
| Reações: |
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Copiando, Colando e Seguindo o Coração
Meu Universo é Você.
Quando te vi logo ali, tão perto
Tão bom perfume, sei lá...
Mas aos poucos foi abrindo minha visão, o jeito que o amor
Tocando o pé no chão, alcança as estrelas
Tem poder, de mover as montanhas
Quando quer acontecer, derruba as barreiras... E as barreiras foram sendo derrubadas
Mas um dia um adeus, eu indo embora, tanta loucura, por tão pouca aventura.
Amanheci sozinho, na cama um vazio, meu coração se foi sem dizer se voltava depois.
Logo fui vendo que é mesmo assim, a história não tem fim
Continua sempre que você responde "sim" a sua imaginação a arte de sorrir cada vez que o mundo diz "não"...
Ainda bem, você voltou e falou que queria ser mais que uma amiga, aceitei logo, você nem desconfiava o quanto eu daria por teu amor
Então foi tua boca na minha, seus olhos fechados são o meu maior momento dito em silêncio. Sua pele suave, sua mão que passeia em mim Igual o vento toca as gotas de orvalho
Eu nem sonhava te amar desse jeito, hoje tenho esse novo sol no meu peito...
Quero acordar, todos os dias te sentindo ao meu lado viver o êxtase de ser amado
E nesta carta musicada quero declarar que te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir, ter você é meu desejo de viver, sou menino e teu amor é que me faz crescer, e me entrego de corpo e alma pra você.
Os versos não são meus, mas bem que podiam ser todos eles falam do que sinto por você e escrevendo, copiando, cantando encenando, é meu número, é meu jeito de ser seu fã nº1.
By- Adriano Cabral (Colagens de trechos de músicas de Roupa Nova e Guilherme Arantes)
| Reações: |
domingo, 17 de julho de 2011
Definitivamente Não?
— Não!
— Se você disser que sim e aceitar o meu amor não prometo fazer tudo por ti, mas tudo que me é possível fazer por alguém...
— Não!
— Se você disser que sim ao amor que te ofereço eu não sei se poderei fazer sorrir cada pétala das flores que te der, duvido muito que a felicidade, sempre fugidia e efêmera, estará sempre presente... Mas sei que poderei, às vezes, até mesmo na hora de dor aguda arrancar-te um sorriso...
— Não!
— Se você disser que sim ao amor que te entregar não sei se serei capaz de criar os versos mais belos, compor canções lindas em teu louvor e comover-te ao som de alguma melodia minha, mas te garanto que o que sinto é tão intenso que vou pedir canções ao vento, versos ao luar, gotas de rima ao som da chuva e poesia ao ver o mar e estou certo que tal sentimento, força, irá te encantar....
— Não! Não!
— Eu não consigo entender esse seu jeitinho.... Ouço uma coisa de sua boca e seus olhos falam outra... olha, vem cá, se você não entende bem o que te digo eu te explico novamente com prazer...
— Ai, ai!
— Se você disser que sim e a este amor se entregar, finalmente encontrarás em mim teu verdadeiro e único amor.
— Não, não e não.
— Então desisto. Adeus e nem vou pedir que me esqueças porque, apesar do seu olhar dilatado, seus lábios trêmulos, sua face ruborizada, nunca estive dentro de ti, logo, não há o que esquecer. Dito isto ele caminhou em direção ao taxi que seguiria para o aeroporto. Ao chegar a porta do veículo, lançou um último olhar, ela já estava longe, ele gritou: Adeus. Ela respondeu na mesma altura...
— Não.
by- Adriano Cabral
| Reações: |
Assinar:
Postagens (Atom)






